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GAZA, O MUNDO E A ESPIRAL DO SILÊNCIO

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Alguns conflitos… ah, eles não desaparecem com o tempo. Não mesmo. Eles apenas se aprofundam. E não estão apenas no território - estão na gente, na cabeça, no coração. Tornam-se familiares, quase invisíveis, e a pergunta que muitas vezes nem ousamos fazer é simples: afinal, o que ainda está em jogo? Por que um governo insiste em caminhos cada vez mais isolados? E o que isso diz sobre nós, quando assistimos à tragédia se desenrolar lentamente, ano após ano, entre condenações vazias e uma falta de ação que, se pudesse gritar, ensurdeceria qualquer explosão? O problema vai muito além das disputas territoriais. É como estar num laboratório onde forças humanas primordiais - medo, poder, fé e ideologia - se chocam com a frágil arquitetura do direito internacional. As resoluções da ONU, nesse cenário, mais parecem notas à margem de um livro de horror, ignoradas por quem dita o roteiro, guiado por uma lógica própria que o mundo insiste em não compreender… ou mais simples ainda: não queira en...

O PÓ, O SILÊNCIO E AS PEQUENAS VIDAS EM GAZA

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Quando o sol surge no horizonte e atravessa aquele caldo de poeira e fumaça em Gaza, já se foi a bela  paisagem de sempre. O que ele clareia agora é só destroço. Montanhas de concreto triturado que, não faz nem tanto tempo assim, eram casas, escolas, pequenos mercados e hospitais. Onde antes tinha vida – buzina, criança correndo, vizinho gritando no portão - agora virou cemitério a céu aberto, um atrás do outro. Agora, o vento que vem do mar só carrega cheiro de pólvora e fumaça. E tudo isso não caiu do céu do nada – tem uma origem sangrenta, bem marcada: os ataques violentos do Hamas contra civis israelenses lá em 7 de outubro . Aquele dia foi puro terror, morte sem critério, gente sequestrada. A partir dali, apertaram o botão de destruição. A dor das famílias israelenses, que é real, de cortar o coração, virou munição pra justificar uma resposta militar descomunal, sem limite, sem diferença entre quem fez ou quem só  estava ali tentando viver. Honestamente? Perdeu-se qualque...