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POR QUE EU SOU EU E NÃO O OUTRO? O ESPELHO SEM REFLEXO

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Há perguntas que surgem nos momentos mais improváveis, não é mesmo? Aquela quietude no trânsito, o silêncio da madrugada quando o sono te abandona, ou simplesmente ao olhar no espelho e se deparar com um estranho familiar.  De onde vem essa sensação íntima e ao mesmo tempo tão vasta de ser quem se é? Por que esta consciência, estes pensamentos, este ‘eu’ habitam este corpo e não o seu, ou o de qualquer outra pessoa que cruza a rua?   Não se preocupe, não tenho a resposta definitiva. Ninguém tem. Mas a jornada para tentar esbarrar nela talvez seja o que nos torna mais humanos.  Voltem os olhos para onde tudo começou, muito antes de Freud ou dos manuais de auto ajuda. Os pré-socráticos, aqueles primeiros filósofos gregos, já mastigavam essa angústia primordial. Parmênides, por exemplo, afirmava que o ser é, e o não-ser não é. Parece óbvio, mas é profundo: a simples existência do ‘eu’ é um fato incontornável, a primeira e mais verdadeira de todas as certezas. É o pont...

A RELEVÂNCIA DE PENSAR CRITICAMENTE NOS DIAS ATUAIS

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No cenário geopolítico atual , que está repleto de conflitos armados, tensões diplomáticas, polarizações ideológicas e uma rápida propagação de desinformação, desenvolver o pensamento crítico não é apenas desejável, mas essencial. Com a crescente complexidade nas relações internacionais — como as disputas entre potências hegemônicas, o surgimento de novas formas de guerra (cibernética, informacional, econômica) e a fragilidade das instituições multilaterais —, é fundamental que cidadãos, líderes e intelectuais realizem uma análise reflexiva e bem fundamentada da realidade. O saber filosófico, com sua rica tradição de questionamento e busca pela verdade, nos fornece as ferramentas conceituais e metodológicas necessárias para essa tarefa. Desde os tempos da Grécia antiga, a filosofia tem se dedicado ao exercício da razão crítica. Sócrates , com seu método dialético e questionador, nos ensinou que o verdadeiro conhecimento surge do questionamento sistemático das crenças estabelecidas. Em ...

MORAL DE REBANHO - Um pouco de Nietzsche

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A gente vive sob o peso silencioso de costumes que ninguém tem coragem de questionar, andando como zumbis ao ritmo de valores que nos são jogados como verdades absolutas.  Nietzsche nos lembra: essa obediência cega, essa moral de rebanho, é um sintoma de uma doença espiritual. A sociedade, nesse sentido, não passa de um grande aprisco onde os indivíduos, com medo de ficarem sozinhos e de terem que criar seus próprios valores, buscam abrigo no consenso morno e na rotina reconfortante.  Os costumes são as cercas desse lugar, levantadas não pelo espírito criador, mas pelo medo de encarar o diferente, o mais elevado, aquilo que pode quebrar a preguiça confortável do rebanho. Chamam isso de 'bom senso' ou 'tradição', mas por trás disso tem uma vontade fraca, o desejo pequeno de que todo mundo seja igual — pequeno, seguro, sem ameaça alguma. Esses valores que dominam o rebanho, considerados 'bons' e 'virtudes', muitas vezes não nascem do amor à vida, mas do ...