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OS DEUSES EM SILÊNCIO E O SOM DAS BOMBAS

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A história humana é marcada por uma contradição profunda: a mesma fé que promete consolo e significado também justifica horror e destruição. Nenhum cenário atual ilustra essa paradoxal natureza melhor do que o conflito entre Israel e Gaza, onde a terra considerada santa por três grandes religiões é regada com o sangue dos seus fiéis. Aqui, a promessa de um paraíso futuro parece autorizar a criação de um inferno presente. Observamos, impotentes, a escalada de violência. De um lado, um estado que busca sua segurança e sobrevivência, fundamentado em uma identidade religiosa e histórica milenar. Do outro, um território sitiado, onde a resistência é frequentemente moldada por uma interpretação radical do Islã. Ambos os lados invocam Deus, ou Alá, como seu escudo e sua espada. A pergunta que ecoa, silenciada pelos estrondos das bombas, é: q ue tipo de divindade ordena a morte de crianças em seu nome? O teólogo Paul Tillich oferece uma ferramenta crucial para desmontarmos essa lógica mortal...

O PÓ, O SILÊNCIO E AS PEQUENAS VIDAS EM GAZA

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Quando o sol surge no horizonte e atravessa aquele caldo de poeira e fumaça em Gaza, já se foi a bela  paisagem de sempre. O que ele clareia agora é só destroço. Montanhas de concreto triturado que, não faz nem tanto tempo assim, eram casas, escolas, pequenos mercados e hospitais. Onde antes tinha vida – buzina, criança correndo, vizinho gritando no portão - agora virou cemitério a céu aberto, um atrás do outro. Agora, o vento que vem do mar só carrega cheiro de pólvora e fumaça. E tudo isso não caiu do céu do nada – tem uma origem sangrenta, bem marcada: os ataques violentos do Hamas contra civis israelenses lá em 7 de outubro . Aquele dia foi puro terror, morte sem critério, gente sequestrada. A partir dali, apertaram o botão de destruição. A dor das famílias israelenses, que é real, de cortar o coração, virou munição pra justificar uma resposta militar descomunal, sem limite, sem diferença entre quem fez ou quem só  estava ali tentando viver. Honestamente? Perdeu-se qualque...