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ALÉM DO VELHINHO NO CÉU: A CORAGEM DE SER VOCÊ MESMO

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Vamos falar de um Deus que não mora no céu, mas no nosso medo. Um Deus que inventamos porque a solidão do universo é grande demais para caber dentro do nosso peito. Esse deus pessoal, aquele com quem sussurramos à noite, a quem culpamos pelo acaso e agradecemos pela sorte, pode ser a mais perigosa das invenções humanas. E o que ele está fazendo com a gente? Spinoza , um homem à frente do seu tempo e por isso mesmo tão perseguido, enxergou o cerne da questão com uma frieza que corta como um diamante. Lá no século XVII, ele percebeu que o Deus no qual a maioria acredita é uma projeção gigantesca de nós mesmos. Criamos um rei cósmico, um legislador com humores e preferências, porque somos incapazes de conceber algo que não se pareça conosco. A sacada genial - e assustadora - de Spinoza foi dizer: parem de procurar uma pessoa. Deus não é um ser; Deus é o Ser. É a própria natureza, em seu processo infinito e impessoal de criação e destruição. É a teia da vida, não a aranha que a comanda....

BUSCANDO SIGNIFICADO NUM MUNDO EM CONSTANTE MUDANÇA

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Desde que despertamos para a consciência, uma indagação persiste: qual é o propósito da vida? Uma procura sem fim, uma viagem pessoal que se revela em cenários interiores intrincados e, por vezes, paradoxais. Não existe uma solução universal, um roteiro fixo para todos. O significado, talvez, esteja na própria investigação, na receptividade à vivência e na ousadia de acolher a transitoriedade. No decorrer dos tempos, intelectuais, filósofos e guias espirituais se dedicaram a este questionamento crucial. Para Viktor Frankl , a logoterapia nos incentiva a descobrir sentido até nos momentos mais difíceis, superando o padecimento por meio da procura por um objetivo. Um livro como " Em Busca de Sentido " se torna um guia, evidenciando a habilidade humana de reelaborar a aflição e achar um rumo para o futuro. A corrente existencialista, com expoentes como Jean-Paul Sartre e Albert Camus , nos defronta com a liberdade absoluta e a obrigação pessoal. Sartre, em "O Ser e o Nada...

QUANDO A CRENÇA PERDE A NOÇÃO DE RESPEITO

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Para muitos, a religião é como um pilar, sustentando valores morais e a vida espiritual. Serve de inspiração para atos de bondade, união e para fortalecer o espírito comunitário. Contudo, existe uma linha muito fina que separa a fé da obsessão, e quando essa barreira é ultrapassada, as consequências para a sociedade são terrivelmente prejudiciais, principalmente na política e no progresso social. Atualmente, vemos discursos religiosos saindo dos templos e invadindo o cotidiano, impondo regras morais que desconsideram a variedade de estilos de vida. Nesse cenário, a espiritualidade perde espaço para a busca por poder. Ameaça ao Estado Laico: A obsessão religiosa é uma ameaça direta à laicidade do Estado. Grupos radicais, ao se organizarem politicamente, procuram moldar as políticas públicas com base em suas crenças, ignorando a diversidade de credos (e a ausência deles) numa sociedade democrática. Essa influência se manifesta em atos como: Restrição à liberdade de expressão em materiais...