POR QUE A AGONIA DA FINITUDE É NOSSA MAIOR LIBERDADE
Vivemos dias cinzentos, arrastando-nos entre obrigações e distrações vazias . A rotina, essa mestra ilusória, nos convence de que a existência se resume a cumprir horários, pagar boletos e perseguir prazeres muitos deles passageiros, efêmeros. Mas, em algum momento, no silêncio da madrugada, a pergunta emerge como um golpe: para que tudo isso? O que resta quando a cortina do quotidiano se abre e encaramos o palco vazio da nossa própria finitude? Num rompante de genialidade, o teólogo Karl Barth , sacudiu a teologia do século XX, escreveu que Deus é o “Totalmente Outro”. Esta não é uma ideia confortante; é um verdadeiro soco no estômago. Em sua Epístola aos Romanos, ele não nos oferece um abraço, mas um raio que incendeia todas as nossas seguranças fabricadas. A esperança, nesta perspectiva, não é um consolo - é uma revolução que começa no reconhecimento do nosso colapso. E é nesse colapso que outro grande pensador protestante histórico, Paul Tillich encontra o ponto que causa o incên...